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Catadores serão beneficiados com o pagamento por serviços ambientais urbanos

24/09/2009 O Ministério do Meio Ambiente vai estimular o trabalho do catador de materiais recicláveis com o Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos (PSAU) e garantia de preço mínimo para os produtos.

A iniciativa, inédita no mundo, foi anunciada nesta terça-feira (22/9), pelo ministro Carlos Minc, durante o 8º Festival Lixo e Cidadania, em Belo Horizonte (MG). O Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis estima que cerca de 1 milhão de catadores em todo o Brasil poderão ser beneficiados pela medida.
O projeto visa o pagamento para os catadores pelo serviço prestado ao reciclar lixo, assim como acontece com o pagamento por serviços ambientais realizado na floresta com o plantio de árvores.
Dentre os ganhos ambientais gerados pela coleta correta do lixo está a redução da quantidade de resíduos no ambiente, impedindo a poluição da água e do solo. Esse material é direcionado para locais em que podem ser reciclados e voltar a ser utilizados.
No painel "As transformações ambientais e os desafios para a gestão dos resíduos sólidos urbanos - visão governamental", Minc disse que o "lixo é matéria-prima fora do lugar".
Outro benefício de reinserir esse produto no mercado é a economia da energia que seria usada para a produção de novos materiais. Isso está diretamente relacionado a outro ganho ambiental, que é a redução de emissão de gases de efeito estufa. "Reciclando a gente economiza a energia para produzir o alumínio e o plástico, e como isso a gente deixa de emitir CO², que aumenta a temperatura global, derrete as geleiras e aumenta o nível do mar", explicou Minc.
E para garantir um preço justo pelo serviço prestado pelo catador, o MMA fez uma parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que irá estudar quanto deverá ser pago por quantidade de material reciclado. Para Minc, o PSAU vai ser um estímulo para que o catador continue fazendo sua coleta de resíduos mesmo em casos de crise econômica, quando o preço do material oscila.
O catador ainda terá o benefício do preço mínimo para o produto reciclado - a exemplo do que acontece com os produtos da sociobiodiversidade, como a Castanha-do-Brasil, garantindo renda.
Minc também disse a uma plateia, com cerca de 700 catadores de materiais recicláveis, que o Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos vai ser um extra para que esses trabalhadores possam ter uma vida digna e que "continuem fazendo esse grande serviço ao meio ambiente".
Ele ressaltou que a coleta do lixo deveria começar dentro de casa. Somente 3% do lixo doméstico é reciclado. Incluído o lixo industrial, esse percentual sobe para 11%. Quase a metade da meta do Plano Nacional sobre Mudança do Clima que prevê 20% de resíduo reciclado em 2015.
Logística Reversa
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ainda que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, enviada ao Congresso Nacional em setembro de 2007, poderá ser votada na Câmara dos Deputados ainda este ano.
A política prevê a responsabilidade de quem gera o resíduo de fazer a logística reversa. No caso de fabricantes de refrigerantes, por exemplo, eles serão responsáveis pela reciclagem das embalagens pet.
Para isso, a política prevê um trabalho integrado dessas empresas com cooperativas de catadores, garantindo emprego e renda para as famílias.
A3P
Minc ainda falou que os órgãos públicos devem dar o exemplo à sociedade. Ele apresentou a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) como forma de reduzir ao máximo o efeito das atividades realizadas no trabalho sobre o meio ambiente.
A A3P prevê a coleta seletiva de lixo e parcerias com cooperativas de catadores para a melhor destinação do material. Mais de 400 órgãos públicos participam da Rede A3P.
O Festival do Lixo e Cidadania é palco de manifestações políticas sociais e culturais, reunindo catadores de lixo, ambientalistas, estudantes e gestores de políticas públicas em debates e oficinas para debater importância dos catadores e de políticas públicas para o tratamento de resíduos sólidos.
Fonte: MMA, Por Carlos Américo, do MMA, disponível em http://www.rts.org.br/noticias/destaque-4/catadores-serao-beneficiados-com-o-pagamento-por-servicos-ambientais-urbanos, acesso em 14.02.2010

Veja a tabela de preços pagos por tonelada de material reciclável nas principais cidades brasileiras no site do CEMPRE: http://www.cempre.org.br/serv_mercado.php

Conheça o site do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis: http://www.mncr.org.br/
Catadores serão beneficiados com o pagamento por serviços ambientais urbanos

4 comentários:

MARINGÁ EM DESTAQUE disse...

Redirecionando comentários:

ola
meu nome e mauricio vivo nos estados unidos por 12 anos e trabalho com uma compania de reciclagem a 10 anos exportamos o papelao prensado para a china. tenho muita coriosidade de saber como esta o sistema de reciclagem no brasil pois estou pensando em regressar para o meu pais e continuar a trabalhar em um ramo que ja conheco .. obrigado meu imail-mauriciobuilt@hotmail.com

Leia mais: http://www.maringaemdestaque.com/2010/04/aqa.html?showComment=1287268710636#c6626744249190299010#ixzz12dX1Qjmg

Dr. Allan Marcio Vieira da Silva - (44) 9912-0638 disse...

Olá...Boa Tarde...Somos do Portal do Controle Social e gostariamos de convida-lo a nos Seguir neste nova estratégia de debater e fomentar os questionamentos das desigualdades e exclusão social em nosso país com responsabilidade e compromisso com os mais humildes nas suas questões históricas de "cidadania invertida".

Portanto, agradeceria que pudéssemos compartilhar e ter vossa senhoria como nosso 'SEGUIDOR" no Portal do Controle Social - http://www.controlesocialdesarandi.com.br/ - para partilharmos de nossas experiencias na conquista de uma justiça social plena e politizante

Orlando Lisboa de Almeida disse...

Eu gostaria de saber se alguma Cooperativa de Reciclaveis de Maringá está coletando equipamentos de informática e se elas tem para quem encaminhar esses materiais. Orlando Lisboa de Almeida, Eng.Agrônomo - Maringá - PR. orlando_lisboa@terra.com.br

Ariane disse...

BOM DIA.

SEMPRE ME PREOCUPEI EM SEPARAR MATERIAIS RECICLÁVEIS, COMO PAPEL, LATAS, PLÁSTICOS, GARRAFAS PET.... E AQUI EM MARINGÁ, PERCEBI UMA CERTA DIFICULDADE PARA PASSAR ESSE LIXO PRA FRENTE, POIS NÃO HÁ CATADORES. E OS QUE PASSAM DIZEM QUE NÃO COMPENSAM PARA ELES LEVAR CERTOS TIPOS DE MATERIAIS, POR PAGAREM APENAS 3 CENTAVOS O KILO!!!!
HOJE POR EXEMPLO, PASSOU UM CATADOR, QUE RETIROU ALGUMA COISA DO MEU LIXO RECICLÁVEL QUE ESTAVA EM FRENTE DE CASA E DEIXOU O RESTANTE, QUE VAI ACABAR FICANDO PRO CAMINHÃO DE LIXO PEGAR. INFELIZMENTE!!!
NO ANO PASSADO, ENTREI EM CONTATO COM A PREFEITURA E A ÚNICA COISA QUE DIZEM É QUE NÃO HÁ COLETA SELETIVA PRA REGIÃO ONDE MORO (JD. PARIS).
O QUE PODEMOS FAZER PARA MUDAR ISSO NA NOSSA CIDADE??!!
ACREDITO QUE, SE HOUVESSE COLETA SELETIVA, ALÉM DE SER UM ATO SUSTENTÁVEL, PODERIA GERAR EMPREGOS E LUCRO PRA NOSSA CIDADE.
AFINAL, MARINGÁ É OU NÃO É UMA CIDADE VERDE?!

PRECISO SABER TAMBÉM SE HÁ ALGUMA COOPERATIVA QUE ESTÁ COLETANDO EMBALAGENS DE AEROSSÓIS, PILHAS, LÂMPADAS E MATERIAIS ELETRÔNICOS PARA O DEVIDO DESCARTE.

OBRIGADA

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